Let's start a war...

www.ipod.com


...ou: isso aqui é ou não é uma trincheira?

por Marcos Rodrigues

Acompanhar toda a recente polêmica, aqui no Clash City Rockers, em torno do post de Miguel Cordeiro me fez variar de estado de espírito que ia do indignado ao apático. Para quem não sabe do que estou falando é só dá uma olhada nos inacreditáveis comments que estão dois posts abaixo. Mas o que mais me chamou atenção, entre equívocos e comentários pertinentes (como diria o Bianchi), foi o incômodo provocado numa galera que não é do métier do rock'n'roll, mais especificamente nos que são simpatizantes da linguagem hegemônica nas rádios de Salvador nos últimos 20 anos. Algo de podre no reino da Dinamarca.

Mas, então. Desde que a comunicação se pulverizou pela net, seja em sites seja em blogs ou em lista de discussões, a possibilidade de escapar da imposição da programação única tem sido possível para os que tem acesso a internet. Dez por cento da população. Pouco ainda, mas não desprezível. E desde que o padrão mp3 e a banda larga passaram a se popularizar, há cerca de dois anos, o caminho ladeira abaixo dessa música de coronéis ganhou alguns empurrões a mais. Uma fatia considerável dessa abertura se deve também à chegada da MTV em canal aberto por aqui. Iniciativas como o programa e o blog Rock Loco e o Clash City Rockers vêm se somar à essa força tarefa.

A implosão da indústria fonográfica nos moldes tradicionais, como sabemos todos, é só questão de tempo. Agora chegou a vez do último bastião da mediocridade começar a ruir. Falo das rádios e das suas concessões indecentes. Estamos no meio de uma pequena grande revolução que vai deixar esses trambolhos limitados de frequência modulada com sua importância muito relativizada. O nome de mais esse pesadelo dos amantes de jabás e trocas de favore$ atende pela alcunha de PodCast, mas poderia também se chamar Webradio ou Audiocast. Âh?! O que é isso?!

Mais uma idéia simples que combina a experiência da autopublicação dos blogs com a linguagem RSS (que atualiza automaticamente as novidades diretamente no computador do usuário) e o download de músicas no formato digital. Não é mais preciso sintonizar umas estação de rádio nem aturar programações soporíferas para se ouvir o que quer. É fácil para quem ouve, é fácil para quem quer produzir conteúdo. Para fazer um podcast é preciso um microfone e um programa que permita gravar um arquivo de áudio em mp3 (Cubase, Soundforge, Audacity). Esse arquivo precisa ser hospedado em algum lugar, de preferência com grande capacidade de espaço e que permita um número grande de downloads. Soube que o Multiply (http://www.multiply.com/) está permitindo hospedar mp3. Oba!

Tudo começou quando Adam Curry, um ex-VJ da MTV norteamericana, resolveu que queria continuar fazendo rádio, mas de uma forma que permitisse maior liberdade, tanto ao autor quanto ao ouvinte. Juntou então a idéia do iPod (Apple) com a idéia dos blogs que utilizavam a linguagem RSS. Montou uma versão beta da coisa e colocou na net com o código aberto para que outros pudessem aperfeiçoar (no melhor estilo Linux). A idéia cresceu rapidamente e depois de um ano Adam fechou contrato com uma rádio digital, a Sirius Satellite e colocou no ar seu programa diário, com quatro horas de duração, o Adam Curry’s Podshow.

A novidade chamou atenção de peixes grandes como Evan Williams, criador do Blogger, que está testando o seu Odeo (http://www.odeo.com/). Na verdade, um servidor para encontrar e publicar conteúdo de áudio. Oba! No momento só é possível fazer uma inscrição e esperar para quando o projeto sair da versão Beta. A Clash City Radio vem ai!

Para quem quiser entender mais desse babado novo (hehehe) e nos ajudar a todos a pipocar conteúdo de qualidade em lingua portuguesa, dá pra ir fuçando na net. No Orkut tem várias comunidades brasileiras sobre o assunto onde é possível encontrar tutoriais e links diversos. Ou seja; macacada, seremos impiedosos. Arrependei-vos enquanto é tempo. Disneylândia fecha (mais uma vez) esta noite.

77 texto(s) e/ou comentario(s):

cebola disse...

isso aí, deixa lá os caras com seus esquemas, e vamos fazer o nosso trabalho. Gostei, clash city radio, isso vai fazer barulho, irmãos e irmãs, tá chegando a hora do contra ataque, preparem-se!!

Franchico disse...

o negócio é esse mesmo. começa de mansinho, vai tomando corpo, quando vir, já virou movimento. vamo disseminar essa idéia e essa atitude por aí.

Anônimo disse...

ISSO AÍ MARCOS,TÔ COM VC E NÃO ABRO! A TECNOLOGIA PODE SERVIR PARA AJUDAR ANARQUISTAS, COMO OS DO CLASHCITYROCKERS, A DISSEMINAR A SUBLEVAÇÃO CULTURAL E QUEBAR AOS POUCOS A ESPINHA DORSAL DESSA SUPER ESTRUTURA EXCLUDENTE EM RELAÇAO À DIVERSIDADE CULTURAL...VAMOS NOS ORGANIZAR PARA DESORGANIZAR E REIVENTAR A REALIDADE CULTURAL
Cláudio

Anônimo disse...

Errata - ISSO AÍ MARCOS,TÔ COM VC E NÃO ABRO! A TECNOLOGIA PODE SERVIR PARA AJUDAR ANARQUISTAS, COMO OS DO CLASHCITYROCKERS, A DISSEMINAR A SUBLEVAÇÃO CULTURAL E QUEBRAR AOS POUCOS A ESPINHA DORSAL DESSA SUPER ESTRUTURA EXCLUDENTE EM RELAÇAO À DIVERSIDADE CULTURAL...VAMOS NOS ORGANIZAR PARA DESORGANIZAR E REINVENTAR A REALIDADE CULTURAL
Cláudio

Anônimo disse...

Marcos,

Conte comigo nessa batalha. Já ando pesquisando ha algum tempo sobre rádios online. Acredito que o Clash City Radio seja a ferramenta que faltava para o CCR ganhar um maior alcance, o este que já merece a tempos.

Juliano

Anônimo disse...

Só corririndo o final do comment anterior: ... o que este já merece a tempos.

Juliano

Anônimo disse...

De uma olhada em:

http://docs.indymedia.org/view/Sysadmin/WebRadios

http://docs.indymedia.org/view/Sysadmin/IceCastPtBr


Juliano

Nei Bahia disse...

Marcos, o rio já está correndo para o mar!!

O rock loco na net já está em gestação, com Oswaldo na linha de frente só pra variar e minha pessoa física dando um suporte.

Marcos disse...

Ô Juliano; vc já tá devidamente convidado para montar essa estória com a gente. Vamo trocando figurinha. Abç.

Anônimo disse...

Marcos,

Olhe tambem:
http://tb.bol.com.br/of.htm?url=http://www.shoutcast.com

Juliano

Paulo Fortes disse...

Marcos,
tô mandando ver com podcast e vodcast. Se quiser trocar uma idéia ou alguma ajuda, é só dizer.

Grande abraço,

Anônimo disse...

Olá bloggers do Clashcityrockers.
Fui instado por Rodrigues, dileto colaborador-criador deste blog a enviar para este blog um texto que havia escrito no grupo de discussão, tb criado por ele, e do qual faço parte, o Bahiabeat.
Talvez as minhas questões soem um pouco deslocadas aqui, portanto, deixa eu tentar situar a coisa toda.
Primeiro eu havia lido o texto de Miguel Cordeiro, "ROCKANDROLLFUCKITALL", do qual havia discordado de muito de seus pressupostos. O texto de Miguel foi publicado em 24/05 e eu só tomei conhecimento dele algum tempo depois. Daí que numas discussões com Rodrigues, lá na lista do Bahiabeat, lancei mão de minhas questões sobre o texto do Miguel e ele achou que eu deveria enviar as questões diretamente a ele, via comments deste Blog. [Eu não havia feito isso antes, porque a dinâmica dos acontecimentos nos comentários e réplicas e tréplicas que ocorrem nos blogs é algo que ocorre muito no momento, no calor da hora. Além do quê, eu sou prolixo e pelo que li dos comments achei que minhas questões ficariam deslocadas, principalmente por conta de minha maneira de pensar, digamos, muito metida a acadêmica. Por favor, não tô menosprezando a inteligência da lista, apenas chamando a atenção para o fato de que meu estilo destoaria do tom geral em que as coisas ocorrem por aqui. Lá no grupo eu me sentia mais à vontade para posar de intelectual.] Enfim, segue o texto com as minhas críticas aos pressupostos de Miguel.
Mas há mais a situar. Eu escrevi o texto em função de comentários que li a um post de Paquito sobre a Jovem Guarda - que novamente só tive notícia algum tempo depois de ele ter sido publicado - só que desta vez no Blog-irmão do Rock Loco. Portanto, vão desculpando o cross-talking.

Segue o texto:

"Eu gostava muito de João Gilberto. Eu gostava muito. (...) Passei dois
anos na CBS como produtor de discos de Jerry Adriani, de Wanderléia,
daquela coisa toda de iê iê iê. (...) Foi uma vivência fantástica pra
mim. Aprendi muito a comunicar. (...) Bossa-nova era no Teatro Vila
Velha. Era uma coisa bem separada mesmo. Existia um conjunto lá, a
Orquestra de Carlito, com Caetano e Gil. E existia os Panteras. Duas
coisas completamente diversas. Mas no fundo eu acho que tava todo mundo
querendo chegar à mesma coisa, era só problema de linguagem. (...) Desde
o tempo da Tropicália que a gente começou a ver que era isso mesmo, que
todo mundo queria a mesma coisa. (...) Acho que Caetano tá sabendo o que
ele tá fazendo. Ele sabe exatamente. (...) Eu acho que tanto Caetano
como Gil, embora sendo trabalhos diferentes, são incríveis. (...) É
claro, porque eu sofri muito a influência de Caetano e Gil. Isso é
óbvio. Porque eu cheguei fazendo aquela coisa meio hermética, foi
Caetano que abriu, e Gil fazendo aquela coisa." [Raul Seixas, novembro
de 1973.]

"Eu quero mesmo é cantar iê iê iê/ eu quero mesmo é gostar de você/ eu
quero mesmo é falar de amor/ eu quero mesmo é sentir seu calor". [Do
disco “o dia em que a terra parou” de 77.]

As citações a Raul, daí de cima são de paquito. Ele havia me dito que
iria mandar um trecho de uma entrevista de raul que servisse de
contraponto aos comentários ao texto que ele escreveu sobre a jovem
guarda (lá no blog http://www.rockloco.blogspot.com/ em 19 de julho).

Bem, ainda que atrasado, e ainda que deslocado - uma vez que a discussão
deveria estar se dando no Blog do rock loco e não aqui - eu queria
apresentar alguns argumentos meus aos debates. [Aproveitando o ensejo,
Marcos: tô achando tudo muito interessante e instigante, os blogs, os
comments, as polêmicas. Gostaria de sugerir uma maneira de integrar as
discussões.Uma vez que, para alguém prolixo como eu, a coisa dos
comments nos blogs não funciona.]

Mas voltando à vaca fria: eu queria dizer que mais que o texto de
paquito - que busca colocar o rock e a música pop brasileiras numa
perspectiva histórica que é muitas vezes ignorada por estas plagas
(bahiabeat, rockloco, clashcityrockers) - foram certas observações
contrárias ao seu texto que me animaram a escrever o que agora escrevo.

É que a gente percebe como na recusa de alguns ao direito de certas
manifestações se abrigarem sob os rótulos “rock” e “pop”, como estes
gêneros são compreendidos e definidos, Ainda que por exclusão. Ou seja,
“rock não é isso”; “pop não é aquilo”.

De maneira geral, nos comentários discordantes ao texto de paquito, há
uma bronca com definições consideradas espúrias acerca do que é pop ou
rock. Assim, para alguns (Rodrigues), tropicalismo não é nem nunca foi
pop. Roberto Carlos e a jovem guarda não podem ser tidos como rock. No
máximo um roque incipiente, um proto-rock, fruto apenas de nosso
subdesenvolvimento. Nada a ver com a “essência” do que é o rock de verdade.

Deixem-me divagar um pouco acerca de nossas assertivas. Do ponto de
vista linguistico-discursivo, estamos, enquanto sujeitos históricos,
irremediavelmente implicados na descrição das realidades que buscamos
descrever/compreender. O que implica dizer que não só não podemos dar
conta de capturar a realidade em sua totalidade (que é muito maior e
mais complexa que nossas capacidades interpretativas), como também
nossas definições são contingentes – ou seja, relativas ao momento
histórico, político, social em que nos encontramos.

Para muitos não há como escapar disso. Falo de poder separar a descrição
lingüística da realidade de seus “efeitos de realidade” – o que não quer
dizer que a gente não deva tentar, mas que deveríamos ser mais
cautelosos com as nossas "verdades" e menos ambiciosos com o alcance de
nossas definições totalizantes.

Ora, o problema de algumas das “verdades” que leio sobre rock e música
pop reside justamente na crença de que podemos capturar e descrever a
realidade à sua perfeição e, portanto, de maneira totalizante,
atravessando tempos e espaços, chegar à sua essência. Além do que,
devido a uma falta de rigor com as leituras históricas, algumas destas
“verdades” muito freqüentemente terminam por excluir de suas definições
tudo aquilo que não se enquadra na visão estreita e curta daqueles que a
afirmam.

Assim, um dos “efeitos de realidade” mais curiosos que já encontrei por
estas plagas (mais especificamente no clashcityrockers) foi um texto de
Miguel Cordeiro sobre Raul. Miguel em seu texto “inventa” um Raul que
lhe convém – um radical do rock que não “misturava”, fiel a uma
identidade rocker . Um ideal de pureza e de radicalismo que se traduz
naquela máxima: “rock é rock mesmo”.

A tal “pureza” defendida por Miguel é bastante contestável: não só o
rock já havia nascido mestiço, como o próprio Raul misturou rock com
baião, cantou canções românticas aboleradas, gravou com Gilberto Gil,
com Jackson do pandeiro e seu regional (faixas antológicas), misturou
rock com umbanda em “mosca na sopa” etc – tudo isso sem deixar de ser
rock! O que para mim demonstra que o rock pode ser tudo o que fizermos
dele (sem que precisemos de uma bula ou de uma carteira de identidade
fixa para compreendê-lo).

Já no blog do rock loco, nos comments ao texto de paquito, me deparei
também com outras “verdades” sobre rock, Raul e sobre música pop:

“Colé paquito. vai enganar outro. jovem guarda? samba? caetano?
aproveite e faça um curso intensivão com o pessoal daí do rock loco para
aprender o que é rock, ok?”

“O tropicalismo nunca foi pop e sim pretensão cabeçuda de uma improvável
articulação margens do Subaé - PUC/SP. E Roberto Carlos, apesar de
alguns discos iluminados, sempre quis mesmo ser cantor romântico”.

Negar aos tropicalistas o fato de terem feito música pop me deixa intrigado.

Alguns discos de Gil daquele período flertavam muito intensamente com o
rock e com o pop. O disco de 1969 (o que tem Volksvagem Blues), assim
como o Expresso 2222, são discos lindamente roqueiros e pop. O disco
tropicalista de Gal [o que tem “objeto não-identificado”, “divino
maravilhoso”- que já anunciava a genialidade de Jorge Ben, ao gravar
dele, e com ele ao violão, “Ele já não gosta mais de mim (que pena)” ] é
também um exemplo bem interessante das possibilidades de se fazer música
pop no Brasil, naquele período. A faixa de abertura do disco Tropicália
“geléia geral”, assim como as canções emblemáticas daquele período:
“domingo no parque” e “alegria alegria” também são. Havia ainda os
lances com os Mutantes. Aquilo tudo pra mim, ainda mais considerando o
contexto histórico e toda a caretice da chamada MPB, tudo aquilo era
saudavelmente transgressor e pop.

E quanto a Roberto e à Jovem Guarda, o que posso dizer, nesta minha
perspectiva teórica, é que se era aquilo que tínhamos como rock, era
rock o que tínhamos. Não acho mesmo que a JG esteja numa posição
epistemológica inferior em relação à definição última do que é o rock -
mesmo porque não acredito mesmo que esta definição exista.

Enfim, para não me alongar mais, queria dizer que mais que nossas
“verdades”, mais que nossas pretensões em capturar o real do real, as
coisas podem e são muito mais complexas. “Rock é rock mesmo” e muito
mais. Que nos digam Chico Science e Nação Zumbi, Mutantes, Raul Seixas,
Roberto e Erasmo.

Luedy

daniel disse...

quequeisso ai em cima?!! essa discussao não era do rockloco?!

Anônimo disse...

Luedy,

No começo do seu coment logo percebí que quando disse que postar coments não funciona é que na verdade vc gostaria de ser um dos colaboradores do clashcityrockers.
Tomara que não, seria bastante tedioso e cansativo ter um post seu visto que o seu texto mostra que vc é um intelectualzinho de merda, pau no cú, parece que vc não comunga com Caetano apenas a música dele, mas também o fato de que este gosta de queimar a rodinha.
Certamente vc deve ter se beneficiado em algum momento por esses pregos que são Caetano e Gil.
Raul Seixas usou elementos de baião, umbanda, canções romanticas e outras coisas mais, mas a verdade é que apesar disso ele não deixou que esses elementos fossem máximas na sua obra.
Espero não ter que ler mais alguma coisa prolixa de um pseudo intelectual viadinho que nem vc.

Rock é rock mesmo.


Anônimo.

Anônimo disse...

Alto nível isso aqui, hein?
Pôxa, vc poderia ter tido a coragem de assinar. Sei que vcs não gostam de gente politicamente correta, mas daí a descambar para a homofobia explícita...

Luedy

Anônimo disse...

Vamos respeitar o cara!! Quem deu na cara de Hagamenon Brito foi Luedy... Só isso já é uma inestimável contribuição para o rock baiano... Agora se ele queima rodinha ou não, o problema é dele... Ou por acaso, é vc do "rock é rock mesmo" que paga a pomada Hipoglós dele?!

Tenhodito da Silva.

Franchico disse...

realmente, o cara perde não sei qto tempo do dia dele para escrever um anteprojeto de mestrado todo aqui e o primeiro comment pega logo tão por baixo, eu achei meio gratuito. o cara tava querendo dscutir, não ofender ninguém aqui, por que tanta agressividade? se alguém me agride, eu perco a elegância (como já o fiz aqui um ou dois posts abaixo) e mando tomar naquele lugar mesmo, sem problema. só que não foi esse o caso do Luedy, aí. deixo aqui meu repúdio à esse tipo de agressão gratuita e anônima, que na verdade, me cheira mais à homossexualismo reprimido do que qualquer outra coisa. qto à discussão em si, na moral: me tirem de problema, viu. com todo o respeito ao companheiro Luedy e suas elaboradas elucubrações. dor de cabeça da porra, gripe fudida desde domingo... me liberem, valeu? agradeço.

PF disse...

Algumas coisas nunca mudam,

Às vezes tenho saudades da década de 80. Não daquelas bizarrices que se ouve hoje nas festas "anos 80", nem da idéia que fazem dela os que nasceram depois ou os que eram crianças na época. Sinto saudade da coragem.

Éramos garotos, não tínhamos dinheiro, nem juízo, mas tínhamos coragem. Quando não gostávamos de alguém ou de uma banda, dizíamos em alto e bom som. Mas pra escaldar alguém, meu velho, você tinha que ter culhões. Música e violência eram legítimas formas de expressão e em geral as diferenças eram resolvida ali mesmo, na saída do Troca de Segredos, enquanto esperávamos dar 5h e os ônibus voltarem a circular.

Naquela época, era preciso coragem pra encarar uma passeata. Era preciso coragem pra comer uma menina da Lapinha quando você morava no Barbalho. Era preciso coragem pra gostar de rock numa cidade dominada pelo axé. Era preciso coragem pra escrever o que escrevíamos nos fanzines. Era preciso coragem pra pichar o que pichávamos nos muros da cidade.

Hoje não. Se por um lado a internet permite que esta trincheira leve o bom combate a um alcance antes inimaginável (avante, clash city rockers!) por outro permite que qualquer cuzão, protegido pelo anonimato, tire onda de valente.

Não conheço Luedy, só os textos dele na lista Bahiabeat, mas sei que ele teve coragem de assinar um texto com este teor aqui e também de meter a mão na cara de Hagamenon Brito!

E o tal do Anônimo que escaldou Luedy neste blog? Tá posando de rocker, mas como falta coragem, o cara fica mais para aquele samba de Bezerra da Silva: "você com um teclado na mão é um bicho feroz, feroz, sem ele anda rebolando, até muda de voz, isso aqui cá pra nós" ;)

Pois algumas coisas nunca mudam.
Rock é rock mesmo. E bunda-mole é bunda-mole mesmo...


[s]

PF

cebola disse...

assino embaixo esse texto aí de PF ( quem é pf?). Luedy teve peito ´pra encarar essa galeradaqui do blog que, repito, está SEMPRE aberta a críticas seja de quem for. Mas, o preço da liberdade é aguentar anonimos como esse, temos que encarar. pode xingar, mas olho no olho, que xingar escondido é coisa de criança mimada. Escrevo em nome do blog, como um dos colaboradores. Valeu, Luedy, sua participação, discordo em alguns pontos, mas isso é coisa pra depois, agora, só escrevo para agradecer pela discordância. Isso aqui é ima trincheira, não um reduto de tapados.

cebola disse...

ah, sim, voltem sempre.

PF disse...

Cebola, meu velho! Responda rápido!
Quem é PF?
(a) Polícia Federal
(b) Prato Feito
(c) Polinésia Francesa
(d) Paulo Francis
(e) Partido Federalista
(f) Paulo Fortes
Se acertar, ganha uma bala. Meia bala. Xiii, cabou, man! :D

Miguel Cordeiro disse...

caro luedy,

já não é a primeira vez que tenho conhecimento que a
vossa excelencia cita o meu nome nestas discussões
assaz intelectuais e profundas sobre o tal rock´n´roll
aí no bahiabeat. confesso que me sinto lisonjeado mas
acho que vossa excelencia está enganado ou dando uma
de joão-sem-braço. esqueça a pureza do rock porque o
rock, graças a deus, é a coisa mais suja do meio
musical.

tampouco, saiba vossa excelencia, que não sou purista,
acho que o rock sempre se misturou. vossa excelencia
sabe, já que é um academico, que o rock veio do blues,
do bluegrass ou seja sempre foi vira lata, um impuro.
no entanto acho que sua interpretação tá equivocada
tentando me catalogar num espaço ao qual não pertenço.
mas, com certeza, estou incluso num meio que acha
totalmente rídiculo e patético querer auferir (palavra
bem ao seu gosto academico)contemporaneidade a
trabalhos sem a mínima inteligencia e se utilizam do
rock para assim fazê-lo. se queres saber, realmente
sinto enorme
aversão por essa cultura nacionalista que se agrupam
despersonalizadamente com o intuito de enganar os
trouxas com o "auxilio luxuoso" (tambem palavra do seu
gosto) de intelectuais do seu porte.

seria tão interessante se o raul seixas ainda
estivesse vivo, e eu que o conheci, pudesse vê-lo
polemizar com intelectuais do porte de vossa
excelencia sobre essa questão das misturas musicais e
confesso que adoraria presenciar a reação de raul ao
ouvir vossa excelencia dizer que gostava de
ouvir benito de paula ao passear no corcel do seu pai.

jackson do pandeiro realmente é genial, assim como
clementina de jesus, joão do vale, cartola, nelson
cavaquinho e tantos outros, mas como diria o vosso
riachão, cada macaco no seu galho; e já que vossa
excelencia é chegado nele e não vê nenhum problema nas
misturas musicais, por quê não produz um disco
do riachão com elementos de drum´n´bass e musica
tibetana? soaria interessante, não é mesmo? mas sei
que vossa excelencia é uma pessoa inteligente e jamais
faria uma heresia dessas porque sabe que não ia
funcionar. então não tem essa de ser purista não é
mesmo? então deixe de dar uma de joão-sem-braço porque
não cola.

finalizando, alimento um certo receio de que pessoas
como vossa excelencia, tão politicamente corretas e
tão escorregadias venham num futuro ter o poder do que
seja ou que não seja permitido se incentivar, e, ao
obter o reconhecimento como intelectual e ganhar um
cargo num órgão de incentivo cultural. certamente eu
estaria na sua lista negra, não é mesmo? igualzinho ao
que faz os órgãos culturais da
bahia de hoje em relação ao rock.

mas fico muito contente em saber que vossa excelencia
perde o seu precioso tempo lendo as aleivosidades e
escrotidões que eu escrevo com enorme diversão visando
incomodar, exatamente figuras do porte intelectual de
vossa excelencia. e lendo seus seriosos comentários ai
na bahia beat, chego a agradável conclusão que o meu
objetivo foi alcançado. e são por pessoas como vossa
excelencia, meu caro luedy, é que me sinto motivado a
escrever mais e mais coisas que irão fazer o senhor
perder o sono e escrever tão difícil sobre coisas tão
fáceis.

um grande abraço rocker,

miguel cordeiro

Anônimo disse...

acho que por sermos tão acalorados nas nossas discussões já tem gente querendo ficar, na má fé, nas trevas do anonimato e não discutir na claridade da boa lucidez
Respeito o que escreveu o tal luedy, mas não tive tempo de colocar o que penso sobre o tema....de qualquer sorte, música é uma coisa apaixonante mesmo...mas, é foda constatar como tem gente no meio rock que não gosta desse fulano ou daquele sicrano...levam tudo pro pessoal
Cláudio

Anônimo disse...

ah, e esse beto bahia é o alter ego de algum bobão, que não percebe que sua piada não tem graça
Cláudio

Anônimo disse...

ah, sim vejo nas colocações de miguel cordeiro muita lucidez e pensamento afinado com o que pensam a maioria dos clashcityrockers
Cláudio

Freud Explica disse...

"Pensamento afinado com o que pensam (sic) a maioria dos clashcityrockers".
Pronto. Depois deste último comentário de Claudio, tudo ficou claro. Aqui, a maioria pensam.

Freud continua explicando disse...

Errata.
"Pensamento afinado com o que pensam (sic) a maioria dos clashcityrockers".
Pronto. Depois deste último comentário de Claudio, tudo ficou claro. Aqui, a maioria pensam que pensam.

Anônimo disse...

ERRATA - ah, sim vejo nas colocações de miguel cordeiro muita lucidez e pensamento afinado com o que pensa a maioria dos clashcityrockers
Cláudio

ok, caro anônimo, quem do blog não tem afinidade com o que pensa miguel cordeiro que se manifeste...conheço esas pessoas daqui...agora, tenha dignidade, saia das sombras e se manifeste na claridade
Cláudio

Anônimo disse...

ERRATA DA ERRATA- ah, sim vejo nas colocações de miguel cordeiro muita lucidez e pensamento afinado com o que pensa a maioria dos clashcityrockers
Cláudio

ok, caro anônimo, quem do blog não tem afinidade com o que pensa miguel cordeiro que se manifeste...conheço essas pessoas daqui...agora, tenha dignidade, saia das sombras e se manifeste na claridade
Cláudio

Anônimo disse...

Ok, Miguel, para sua sorte ou azar (vai depender do ponto de vista),
fiquei com vontade de debater contigo aqui no CCR. Deixa, então, eu
mostrar algumas de suas contradições e incongruências. Vc me escreveu:

> esqueça a pureza do rock porque o rock, graças a deus, é a coisa mais
> suja do meio musical. tampouco, saiba vossa excelencia, que não sou
> purista, acho que o rock sempre se misturou. vossa excelencia sabe, já
> que é um academico, que o rock veio do blues, do bluegrass ou seja
> sempre foi vira lata, um impuro. no entanto acho que sua interpretação
> tá equivocada tentando me catalogar num espaço ao qual não pertenço.

Mas, antes, no texto que eu comentei, o "rockandrollandfuckitall",
podíamos ler:

> Está ali a aversão radical ao regionalismo, o elogio à força
> dionisíaca, o alinhamento ao paganismo, um pé na porta do
> convencionalismo careta, o desprezo ao virtuosismo masturbatório, a
> oposição frontal aos ritmos étnicos, a opção pela rebelião e pela
> incorreção política.

Quem é que está se contradizendo aqui? Ou talvez vc deva definir melhor
os termos que vc mesmo utiliza. O que é regional? O que é étnico? Quando
é que algo é "regionalista", ou "étnico"? Como vc demonstra não ser
afeito a discussões acadêmicas, te adianto que estes conceitos tem sido
debatidos e contestados no campo dos estudos culturais e pós-coloniais.
[Não é boçalidade acadêmica minha, tô apenas me referindo a
desenvolvimentos teóricos já existentes para não parecer que é invenção
minha]. Simplificando: quem diz-rotula-qualifica-classifica algo de
étnico ou regional é quem se se enxerga, do ponto de vista social e
cultural, numa posição privilegiada em relação a culturas minoritárias.
Trocando em miúdos, não é interessante como o conceito de “étnico” não
se aplique à música e à cultura hegemônica ocidental e européia? O
ocidente não é “étnico”. O olhar soberano de quem se encontra em posição
privilegiada para afirmar a etnicidade alheia revela tal posição.
Então, vc afirma: o rock é contra regionalismos. E depois fala em
bluegrass e música caipira norte-americana. Ué, estes regionalismos
podem? E, para não perder a deixa: a mistura étnica do Lydon pode? [Sei
que vcs vão justificar com "ah, mas ele misturava legal, e o rock soava
'visceral' ". Pô, não dá para serem menos impressionistas nestas
análises não? "Visceral"? O que há de "visceral" em Buddy Holly?
"Visceral" é critério para definir rock, ou "bom rock"?]

[Alongando o parênteses: O que me chama atenção, é como a etnicidade do
John Lydon é tida por vcs como algo jóia, "cult". A etnicidade do rock –
se considerarmos o blues e a música country como elementos étnicos – é
tb jóia, é cult etc e tal. Mas quando as misturas são feitas com os
regionalismo locais, aí não, não pode.Depois, vocês vêm me dizer que
identificar nisso uma atitude de colonizados é exagero e caretice minha.]

Mas vamos em frente. Ainda citando o "rockandrollandfuckitall":

> Queiram ou não, domesticado ou não o rock´n´roll sempre foi isso e
> mesmo hoje em um mundo globalizado de inegáveis avanços mas onde tudo
> é pasteurizado e homogênico, o verdadeiro rock ainda guarda estas
> características.


Se isto não é purismo, o que purismo é? Miguel, deve ser uma limitação
minha, mas eu não consigo aceitar que exista um "rock de verdade", e que
este "sempre foi isso". Isso o quê, cara pálida? A que se refere tal
"essência"? E se há uma tal "essência", porque deveríamos ser tão
conservadores em relação a ela? John Lydon, ícone do movimento punk, não
chamou os maiores feras pra gravar com ele em sua carreira solo
(incluindo aí Steve Vai, a quem ele rendeu os maiores elogios!)? Raul
não gravou "capim guiné" de Wilson Aragão? Que essência é essa?

Seguindo em frente, ainda na companhia do "rockandrollandfuckitall":

> Ettore Scola dá a entender que roqueiro de verdade, independente da
> fantasia da vestimenta, tem mesmo de marcar o seu território em um
> mundo sem opiniões. Raul Seixas percebeu isso na essência do
> rock´n´roll, e exibia com orgulho a sua carteirinha de roqueiro.
> Aliás, todo mundo deveria ser assim, ter uma 'carteira de identidade',
> mesmo que imaginária, dizendo claramente o que ele é, porque as
> aparências não significam mais nada, mesmo as sonoras. Assim, as
> coisas seriam mais fáceis e evitaríamos a perda de tempo, os
> subterfúgios. Saberíamos diferenciar o roqueiro que para ele 'rock é
> rock mesmo' daquele que estufa o peito, arrota distorção, mas assimila
> e incorpora, despersonalizadamente, os regionalismos. Não existe rock
> quando ele se mistura aos regionalismos, por mais radical que esta
> afirmação possa parecer. Ele deixa de ser rock e passa a ser uma outra
> coisa. E sem inteligência o rock´n´roll torna-se tão imbecil quanto a
> cultura regionalista de fácil manipulação.
>
"Roqueiro de verdade" tem de fazer isto e aquilo.... Raul percebeu a
"essência" do rock... Não existe rock quando ele se mistura com
regionalismos... Miguel, vc tem todo o direito à sua definição do que é
rock e de como um roqueiro "de verdade" deve ser. Mas eu me resevro o
direito de questionar os termos em que isto tudo é afirmado. E eu vejo
incongruências aí. Hora pode misturar, mesmo porque já o rock já nasceu
vira-lata. Hora não pode.
Espero que vc considere esta minha ranhetice como uma desafio para que
seus argumentos se fortaleçam e que as possíveis imprecisões sejam aparadas.

Bem, para encerrar este mail, cito a última parte do que vc escreveu:

> alimento um certo receio de que pessoas como vossa excelencia, tão
> politicamente corretas e tão escorregadias venham num futuro ter o
> poder do que seja ou que não seja permitido se incentivar, e, ao obter
> o reconhecimento como intelectual e ganhar um cargo num órgão de
> incentivo cultural. certamente eu estaria na sua lista negra, não é
> mesmo? igualzinho ao que faz os órgãos culturais da bahia de hoje em
> relação ao rock.
> mas fico muito contente em saber que vossa excelencia perde o seu
> precioso tempo lendo as aleivosidades e escrotidões que eu escrevo com
> enorme diversão visando incomodar, exatamente figuras do porte
> intelectual de vossa excelencia. e lendo seus seriosos comentários lá
> no bahia beat, chego a agradável conclusão que o meu objetivo foi
> alcançado. e são por pessoas com vossa excelencia, meu caro luedy, é
> que me sinto motivado a escrever mais e mais coisas que irão fazer o
> senhor perder o sono e excrever tão difícil sobre coisas tão fáceis.


Prezado Miguel, acredite, eu sou um mero professor do estado [há três
meses sem salário por conta de uma greve e de um governo autoritário que
suspendeu nossos vencimentos assim que a greve foi deflagrada]. Vc não
corre nenhum risco, portanto, de me ver ocupando cargos admnistrativos
neste governo. Aliás, acho que vc jamais afirmaria algo parecido com
isso se me conhecesse melhor. Sei que é chato ter alguém nos criticando,
mas não precisa ficar tão na defensiva assim. Continue escrevendo e
debatendo quando achar que valha a pena. De todo modo, digo com
sinceridade, eu gosto de ler o que vcs escrevem. E, para desprazer de
alguns outros tantos, eu gosto de escrever também.

Anônimo disse...

Eu esqueci de assinar a mensagem anterior. Quem escreveu tudo aquilo (pra variar) fui eu mesmo, Luedy.

ARTUR RIBEIRO disse...

Olha só:
Um belo dia eu estava em meu belo sofá, assistindo um belo filme e fui convocado a soltar a vóz de novo em cima de um palco com uma banda.
Achei tudo o máximo, que é assim que eu vejo a vida; mas se é pra bagunçar, vamos lá:
(outro "dois pontos"...pqp, aprendi isso com joão fante)
eu estou pouco me lixando com os anônimos, que se escondem atras dos "anônimos" mas todo mundo sabe quem é, pois é fácil, é só fazer uma peneirada no blog que ele aparece, e fico a me perguntar: (?)
porque catso as pessoas não se identificam ou não assumem suas aversões? fica uma luta desigual né?
não existe super herói aqui, que possui o poder de se desmaterializar e surgir de repente, dar um tapa na cara e sumir, sem que ninguém saiba quem é;
o "anônimo" é que é um grandissíssimo viado, no termo pejorativo da palavra. É um covarde que se esconde atras dessa armadilha.
Eu estou entendendo perfeitamente por que o rock daqui nunca vai pra frente, há sempre um retrocesso, as pessoas não se respeitam PUTA QUE PARIU!!! Não se respeitam!!!
Não respeitam o conhecimento do outro, não respeitam os sentimentos do outro, não respeitam nada!!!
PORRA, QUE CARALHO DA PORRA É ESSA?
PRA QUÊ ENTÃO EU TÔ AQUI NO MEIO DESSA GENTE TODA?
SERÁ QUE VÃO OUVIR O QUE EU TENHO PRA DIZER CARALHO???!!
De que adianta ensinar a ler quem não quer olhar;
De que adianta ensinar a falar uma gente que vai aprender só pra te ofender?
Eu estou aqui em defesa da honestidade e da transparência. Estou defendendo uma postura que a gente não encontra em meios corroídos e corrompidos do status quo vigente. Estou aqui defendendo um amigo que podia ser qualquer um de vocês. E defendo e arregaçaria as mangas por todos que conheço e chamo de "amigo".
Não vamos cair na armadilha de lutar com as mesmas armas. Estamos aqui pra mudar o cenário, pra fazer crescer grama nova sobre essa grama cinza, pra soprar ar novo sobre essa "cidade coberta de poeira".
Vamos elevar a mente e o espírito.
Acho que esse é um lugar público, que gostaria fosse visto por todos desse forma, por que eu odeio parar em um "orelhão" e ele estar depredado. Não quero ler aqui coisas desse nível que estou escrevendo.
Eu tenho o direito de pedir isso, pois, como leitor, esse é um espaço MEU!!!!

"Você parece criança!"

Já ouvi isso de minha mãe uma centena de vezes e é o que deixo pra vc's hoje.

Abraços Rocker de verdade a Luedy, Miguel, Marcos, Claudio, Sergio, Yara, Nei, Felipe, Diego, Zé, João, Xzzxx, Fyuyaiw, FRyeiem, Erraaus, ... e por aí vai.

artur ribeiro disse...

Áh, Luedy, 'squenta não. O nível aqui é alto mas, como as portas estão sempre abertas sempre entra um fiodapú...

Anônimo disse...

Valeu Artur. A bem da verdade, o tal anonymous é por enquanto minoria. Grande abraço, meu velho.
Luedy

Anônimo disse...

Clashcityrockers,

Um clashcityrocker incomoda muita gente, nove clashcityrockers incomodam muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito mais (nove é o nº de colaboradores deste blog).Incomoda axezeiros, pagodeiros, tropicalistas, mpbistas e outros mais; mas muito provavelmente estes mesmos acessão este blog como fonte de pesquisa e estudo.
Miguel, concordo com seu texto e vamos continuar nesta trincheira defendendo nossos pontos de vista.

Alexandre

Nei Bahia disse...

Meu humilde comentário chega atrasado mais...

As opiniões são todas válidas, até as de Beto Bahia, só acho que mesmo de forma inconsciente a linguagem usada aqui pede algo mais simples; e não me venha dizer que é necessário esse tom erudito e acadêmico, vivo esse meio e sei a hora de distanciar as coisas.
Concordo com muita coisa dita por Luedy, mais ambos os lados dessa disputa saudável devem pensar em desarmar a alma e o coração.
Já acreditei em misturas mais do que acredito hoje, mais quebrarei todos os meus disco de Paulinho da Viola no dia que ele começar a andar com esse pessoal do rock(...Lembra da nossa conversa Miguelito!).
Acho que falta na maioria das vezes é vocabulário, e a ânsia de rotulagem gera excessos, por isso a gente acaba tendo que ouvir todo mundo chamando tudo de rock, mais só até a hora que é útil, pois meter a cabeça nos porões é pra poucos.

"...rock & roll seja sempre assim,
seja cruel com ele quanto foi pra mim,
....bem vindo ao mundo do rock & roll"
( Fábio cascadura e Paulinho Oliveira)

osvaldo disse...

Acho que o Luedy, de forma ironica o rock`n`roll avenger local, perde o espirito da coisa quando conclui que a critica de Miguel eh colonizada, que nos defendemos a mistura do Lydon e proibimos a que eh feita localmente, classificada de regionalista por Miguel.Primeiro eh necessario colocar em contexto os " regionalismos" aos quais penso que Miguel se refere.No caso do tropicalismo, que no passado pode ser classificado de uma tentativa genuina de aproximar a cultura local com o pop , criando uma releitura nossa da cultura contemporanea, se tornou visivelmente em uma coisa subserviente, submissa de forma escrota, tentando usar o estandarte da "brasilidade" como argumento irrefutavel de uma pretensa resistencia cultural auri-verde( Brasil-sil-sil) como se fosse uma reacao a musica imposta pelo imperio, que seria o rock. No caso local, a manipulacao do "regionalismo" criou um cenario musical e cultural lamentavel, mas perfeitamente justificavel pela retorica oficialesca que diz que afinal de contas o axe eh coisa nossa, com direito a aval de Caetano e Gil.E o rock nisso? eh o sequinte, o rock sobrevive antes de tudo, como ideia.Naum importa o quanto absorvido pelo "sistema", e alem dos tais tres acordes( que eu pessoalmente acho fantastico), o rock continua sendo a manifestacao artistica que melhor reflete, analisa, e capta o espirito dos nossos dias( zeitgest?), inclusive quando incorpora elementos novos a tal da musica rock.Eh ai que existe um territorio a ser demarcado, naum com cercas fisicas, mas no espirito. A incorporacao de novos elementos ao rock eh sempre bem-vinda quando incorpora o espirito questionador e moderno( de modos e naum de moda) inerente a ideia do rock. Naum eh o caso de regionalismos que remetem ao conformismo, ou seja o anti-rock.

Marcos disse...

Pois bem; pedi pro Luedy postar diretamente aqui no CCR as provocações que ele vem fazendo (especialmente a mim) há algum tempo na lista de discussão Bahiabeat, a qual sou moderador. Sobretudo porque ele volta e meia citava o texto de Miguel (que não está na lista, logo não pode se defender). Sou opositor direto às suas idéias (as de Luedy) e tentativas de flexibilizar diálogo entre quem faz rock em Salvador e as manifestações que afagam o carlismo. É meu ponto de vista político, não tem nada a ver com a música popular soteropolitana que ele defende (harmonia do samba e congêneres).

Essa conversa vai longe e sei que os comments não são o melhor lugar para tantas digressões. Como muitos já se manifestaram, não acho que se deva estender esse papo por aqui, mesmo porquê, como já disse ao caro Luedy, o CCR, na minha opinião, não é o locus privilegiado do politicamente correto nem do apaziguamento das diferenças. Aqui se tem opinião e, por mais respeito que se tenha aos que aqui entram de boa vontade, não vamos deixar de ser um blog devotado àqueles que curtem rock e que repudiam a baianidade nagô (embora, caríssimos detratores, os leitores do CCR sejam mais cultos e plurais do que vcs gostariam que fosse e muitos aqui ouvem jazz, erudito, blues, soul, samba etc. Sorry)

Procurar verossimilhança do que acontece aqui com os regionalismos norteamericanos ou celta ou sei lá o quê, como tem feito o Luedy, é só uma maneira soft de se tentar simpatia para uma causa que definitivamente não abraçamos (acho que posso falar por outros) e que, na verdade, nem precisa de nós. Já não basta Wanda Chase, Bahia Revista, Michele Marie, Tropical FM etc etc etc? Nos deixem aqui na nossa trincheira; essa música baiana não precisa do CCR e, se precisar, já que anda moribunda, daremos uma mão.. para terminar de empurrá-la ladeira abaixo. Já vai tarde.

Os que por ventura quiserem continuar esse debate é só deixar aqui o email que mando o convite para entrar na Bahiabeat. Aliás, ando precisando de aliados por lá.

No mais, teremos em breve arquivos de audio pontuando e ilustrando musicalmente os nossos posts. Serão os primeiros passos da Clash City Radio. Tremei margens do Subaé!

Anônimo disse...

Pô, Marcos, golpe baixo: wanda chase, tv bahia? Me inclua fora dessa, bicho! Afagar o carlismo? Novamente: tô fudido, devendo juros bancários, atrasando as contas porque participei de uma greve. Preciso de maiores credenciais para dizer que não comungo com o carlismo? Pelo contrário, se pudesse, daria uma rasteira no cabeça branca.
Agora, uma coisa é condenar o carlismo, outra é saber que tem gente que a gente admira que é, infelizmente, carlista. Trabalhei no disco póstumo de Batatinha (o maior sambista que já tivemos, admirado e saudado por Paulinho da Viola), trabalhei por mais de três anos com Riachão, outro grande artista baiano. Os dois eram carlistas. Fazer o quê?
A minha discordância eu já afirmei: era contra o fato de vcs, ao definirem o que é ou deve ser rock ou pop, excluirem da nossa história as contribuições dos tropicalistas (e até da jovem guarda). A outra discordância era com este lance de que o rock é isso ou aquilo. Ou seja, é a música que vcs gostam.
Quanto à hegemônico, por que vc não fala do rock classe média bonitinho (aquele mesmo que poderia estar sendo chamado para "moralizar" o Rock in Rio café) que tá a cada semana ilustrando o Jornal Hoje da globo?
O problema, me parece então, que não é "ser rock", não é verdade?
Um abraço e obrigado por mais esta plataforma. Sei que meu lugar não é este, mas se eu estiver incomodando muito os entrincheirados, vc me diz, ok?

Luedy

Marcos disse...

mesmo o rock classe média bonitinho, que eu não tenho nada a ver, está longe de ser hegemõnico por aqui, luedy. não abuse da inteligência dos que aqui frequentam. abç.

Anônimo disse...

"Abusar da inteligência". traduzindo: discordar de vc. Ok, Marcos, eu já "abusei" demais.
abs
Luedy

M. disse...

A tradução é sua (e bastante distorcida, diga-se). De todo o modo, discordância é um ato que só se consuma quando o diálogo é possível. Nesse caso, para mim, como vc bem sabe, não há a mínima chance. Não sou dos que enxergaram beleza na tomada da Bastilha. 'Rex illiteratus est quasi asinus coronatus'. Abç.

Nei Bahia disse...

Rock de classe média hegemônico?

Eu não lembro de nenhuma "festa de camisa" do "rock de classe média hegemônico", ou nenhum "Reino do rock de classe média hegemônico".

Ou não sei mais o que é hegemonia!!

Anônimo disse...

caro luedy, o que eu, por exemplo, sempre combati e detesto (já ganhei até desafetos aqui em ssa por causa disso) é o verniz classe média (em termos de pensamento) do rock...o rock que defendemos não tem nada com isso...não distorça os fatos...aqui, ninguém apoia ou tolera isso, de forma alguma...você não me conhece por exemplo...porra, arthur, ninguém aqui desrespeitou o luedy...ou você respeita nossa liberdade de opinão ou não acesse mais o blog porque não é porque o cara é seu amigo ou de marcos que vamos concordar com ele...todos do clash respeitaram a opinião de luedy, acho que até miguel se colocou de forma dialética, mas respeitosa...gostamos sim de argumentações e não de agressões gratuitas... porra, deixe de ser corporativista
Cláudio

Anônimo disse...

Miguel Cordeiro
mais uma vez, luedy, me apresento aqui para colocar algumas coisas. voce é um cara inteligente e por quê fica dando uma ingênuo? voce analisa o meu texto da mesma forma como o padre conceição o fazia quando escrevíamos redação lá no colégio antonio vieira. deixe de onda que voce entendeu direitinho ao que me referi aos regionalismos lá no rockandrollfuckitall. eu não inventei um raul seixas. a carteirinha de roqueiro de raul já existia desde o final dos anos 1950. e o fato de raul ter feito, no máximo, umas 10 músicas com influencias sonoras regionais, dentro de um universo de centenas de canções definitavemente rock, é que vai determinar que o raul era regionalista. e mesmo as canções regionais de raul tinham letras totalmente dentro do universo rock. a poética de raul era rock mesmo, não acha? voce fica parecendo querer tirar e sequestrar o raul da seara do rock. raul misturava sim mas não fazia mistureba, que é uma coisa totalmente diferente e isso, acho que ficou bem claro lá no texto rockandrollfuckitall e se voce não entendeu o problema é exclusivamente seu e eu não posso fazer nada. acho tambem que quando eu escrevo eu não tenho um objetivo ou de ser um historiador ou pesquisador sério e compenetrado assumindo um compromisso com uma verdade. eu me dou o direito de escrever o que eu quero. inventar coisas ao meu bel prazer, e, até mesmo, criar ficções mentirosas e cheias de culhudas. e voce tem todo o direito e até mesmo a obrigação de discordar e dissecar o meu texto em busca de incongruencias históricas ou documentais mas voce não pode me impedir de ficcionar do jeito que eu quero ou dar uma de censor; assim como o professor de redação padre conceição fazia quando os alunos escreviam (bem e de maneira correta) sobre coisas que fugiam ao controle da mente professoral e limitante. outra coisa, e o disco de riachão que voce poderia produzir misturando os sambas dele com musica tibetana? será que voce teria coragem suficiente para arriscar uma manobra deste tipo? sinceramente eu não acredito. e imagino que voce faz parte daquele grupo de pessoas que acham que o rock é uma coisa menor e sendo uma coisa menor pode e deve ser tratada de qualquer maneira. prá voce rock não tem a importancia de um batatinha e sua toalha da saudade, não é mesmo. mas fazer o que? voce está no seu direito e talvez voce estivesse acostumado a pensar que aqui na bahia o pessoal que é envolvido com rock tem a mentalidade miúda, desacostumada a informação, desinteressada em defender o seu ponto de vista em pensamentos e palavras (modéstia à nossa parte do clashcityrockers e do rockloco muito bem escritas), o que é bem diferente deste meio musical que voce vive a defender: harmonia do samba, xandy, reinaldo do terrasamba, daniela mercury, benito de paula e companhia. mas aqui, meu caro luedy, a história é outra e existe uma pedra (rock) no caminho, no caminho existe uma pedra (rock) e se voce, que está tão acostumado a defender pessoas mal articuladas vai topar com esta pedra no caminho por muito tempo. ah, e estou esperando com ansiedade aquele disco do riachão misturebado com musica tibetana, tá ok? um abraço raulrockseixista (era assim que raul gostava de ser identificado).

Franchico disse...

Miguel, me lembre de jamais, em hipótese alguma, ser seu inimigo. No mais, la revolución non demora.

Anônimo disse...

que quis dizer mesmo chico? vc que tanto evita entrar em atritos argumentaivos estéticos com seus amigos, como, por exemplo, mário jorge
Cláudio

Franchico disse...

Cláudio, o patrulheiro idelógico xiita do rock ataca de novo. O que eu falei está claro. Não começe. Se concentre no que é realmente importante e me deixe quieto.

Franchico disse...

e tem mais: eu não tenho que dar pitaco no gosto de ninguém, muito menos no de meus amigos. ele gosta de Zé Ramalho e eu não. eu gosto de Elliott Smith e ele não. e daí? o sol continua nascendo da mesma cor todo dia e nada muda por causa disso. não desvie a discussão, que já tá bonita por si mesma.

Anônimo disse...

ok, chico com essa sua filosofia de vida continuamos sempre concordando sempre com os amigos...eu prefiro ficar com as minhas verdades...não faço parte de nenhuma curriola...nem no clash e muito menos no rock loco...sigo maldito
Cláudio

Anônimo disse...

Ô cláudio, deixa eu defender artur (e não é corporativismo não - muito menos sou amigo de marcos, a quem respeito e admniro, mas que fique claro que gente se conhece quase que apenas por intermédio dos textos que escrevemos, nada muito além disso). Bem, é o seguinte: artur, sendo o cara sensível que é (tb porque ele tem acompanhado as minhas pelejas lá na bahiabeat), deve ter ficado preocupado com a violência do tal anonymous. Foi só isso. E eu sei que artur, como tantos outros da lista, nem fecha em tudo comigo. Mais uma vez, valeu pela solidariedade, artur.
abs
luedy

Anônimo disse...

Miguel esqueceu de dizer que Luedy também é "chicleteiro".

Anônimo disse...

Miguel, eu tenho certas suspeitas acerca de sua condenação aos regionalismo, mas não posso dizer que a compreendi de fato. Aliás, é por não compreender bem quando e porquê certas misturas são aceitas (e exaltadas) por vocês, ao passo que outras são condenadas, que tenho feito tantos questionamentos aqui.
Mas é nenhuma. E não precisa ser acadêmico pra se engajar na discussão. Eu discutia coisas parecidas com Rodrigo Sputter lá no mercadão e a gente se divertia muito – eu sendo cri-cri e ele sendo do jeito dele, confuso, quase delirante, mas sempre inteligente e bem humorado.

Quando falo que você “inventa” um Raul que lhe é conveniente é porque me preocupa a maneira como vocês “esquecem” do Raul que falava coisas como aquelas que paquito lembrou de citar, por exemplo. Ou, quando apagam das narrativas de vocês o Raul que exaltava Luiz Gonzaga, que gravava com o regional de Jackson do Pandeiro, que gravou a bela “capim guiné” de Wilson Aragão; que gravou com Gil “que luz é essa”; que compôs “let me sing” etc etc. [E aqui me permita contestar o aspecto quantitativo de suas considerações: a relevância de todos estes trabalhos não pode ser medida em termos meramente estatísticos. Nem sei te precisar a percentagem de tais composições em relação ao conjunto da obra, mas posso afirmar que este traço “regional” ou local era marcante nele, não era algo marginal, eventual, residual ou menor. Não mesmo. Aliás, tem um registro de um show dele – não lembro em qual disco – em que ele rende a maior homenagem a Luiz Gonzaga, equiparando-o em importância, para sua formação e identidade musicais, a Elvis, bicho! Isso, definitivamente, não é pouca coisa. Aliás, Raul é extremamente baiano, mesmo quando não apresenta estes elementos “regionais” de maneira explícita em sua música.]

E aqui eu reitero a minha discordância em relação aos pressupostos de vocês: eu não acredito numa definição última de rock, baseada numa “essência”, e, portanto, numa identidade roqueira fixa. Não fosse assim, eu não reconheceria que uma das coisas mais bacanas e originais que aconteceram na década de 90, no cenário pop e rock brasileiro, foi Chico Science e Nação Zumbi, por exemplo. [E, para o horror de muitos aqui, queria lembrar que uma grande influência e incentivo, ponto de partida mesmo, para Chico Science elaborar aquilo foi o Olodum! Isso mesmo. Ele deu um depoimento falando de como a experiência do Olodum com os tambores tinha estimulado ele a tentar o mesmo com as tradições do Recife.]

Mas, tudo bem, essa é a minha perspectiva. Para muitos, esse papo todo de “mistura”, de “regionalismo” é uma coisa furada. [E às vezes é mesmo, às vezes é coisa pra turista ver. Mas tem vezes que não é! Totonho e os Cabra, não é. Mundo Livre não é. Los Hermanos não é. Ronei Jorge e Zambotronic idem. O problema, Miguel, é que não posso lhe dizer que tenho a receita para “a mistura” dar certo, nem o diagnóstico preciso para apontar “a mistureba”. Mas não vai ser em nome de uma atitude conservadora que vou de antemão eliminar as possibilidades musicais que podem nos surpreender positivamente – e isso pra mim vale tanto para Van der Graf Generator, quanto para Novos Baianos e Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar.]

Riachão, agora. Quando eu trabalhei na gravação do disco dele, a minha orientação era a de ser o mais conservador possível. Estava, na época, muito impressionado com o Buena Vista Social Clube e com todo o lance “nostálgico” da coisa. Então, optamos por gravar tudo ao vivo no estúdio, com um instrumental bem de acordo com que acreditávamos ser o mais tradicional e adequado: violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro, surdo, tamborim etc. Num dia, para meu horror, Armandinho ignorou o meu pedido de trazer o bandolim acústico e apareceu para gravar um chorinho de Riachão com uma guitarra baiana ovation. Bicho, é uma das faixas mais bonitas do disco! Carlinhos Brown tocou baixo elétrico em “Pitada de tabaco” e ficou massa. Daí eu vi que em nome de uma “tradição”(que, no final das contas, era uma idealização nossa) a gente corria o risco de aprisionar a música de Riachão numa camisa de força. Ainda bem que não tive autoridade nenhuma perante Armandinho e Brown.

Agora, a sua sugestão de misturar com música tibetana... como é que eu posso responder a isso? São práticas musicais tão incongruentes... Uma coisa é defender uma atitude de não-ortodoxia, outra é achar que tudo pode ser combinado.
Quanto ao rock ser uma “coisa menor”, não sei o que escrevi que lhe fez pensar assim. Não acho o rock uma coisa menor. Ainda hoje me considero roqueiro. Tive banda de rock, escuto muito rock, gosto de tocar rock, me criei ouvindo Raul, Beatles, Jimi Hendrix., dentre tantas outras coisas mais. O que não quer dizer que ache que “só o rock salva”.

O mesmo vale para o tal pensar que “o pessoal que é envolvido com rock tem a mentalidade miúda, desacostumada a informação”. Não mesmo! Não só me considero parte desse pessoal, como sei do alto nível intelectual de muitos por aqui. Bobagem afirmar que eu penso assim.
Quanto aos nomes que você citou... Reinaldo do terrasamba, não. Daniela, também não. Reconheço o valor deles, mas não estão entre os meus preferidos. Os meus preferidos ainda são Virgílio e Carlinhos Brown. O Harmonia, no pagode, são realmente os melhores. E Benito, pô, “retalhos de cetim” é um samba lindo, antológico. Me arrependi de não ter ido ver o show dele no TCA...

Um grande abraço,

Luedy

Anônimo disse...

Luedy é "chicleteiro", tenho dito.

cebola disse...

artur e eu defendemos o luedy, independente de suas opiniões, contra um anonimo semi retardado que, pensando ser do rock,so defendia sua mediocridade.

silvana disse...

Que estória é essa de colocar Benito di Paula no mesmo barco do Harmonia do Samba, Carlinhos Brown e Virgílio? Vamos deixar uma coisa bem clara: Benito é patrimônio da minha mais tenra infância! "Ah, como eu amei / meu sorriso sem graça chorou...", mais respeito! Agora, falando sério: não vejo problema em Luedy valorizar coisas tão díspares.
Abomino com todas as minhas forças essa subcultura ordinária que imbecilizou o povo baiano e arruinou a nossa imagem perante o resto do país e o mundo, associando a Bahia exclusivamente a essa coisa estúpida, enojante, requebrante, como se fóssemos um bando de macacos mesmo (ops, acho que essa comparação não foi justa com os macacos, coitadinhos). Mas confesso que gosto pra caramba de um monte de coisas que não têm nada de rock a não ser a visceralidade: Lupicínio Rodrigues, Cartola, Chico Buarque, Jorge Mautner (O Vampiro é a música da minha vida), João Bosco (declamando Maiakovski em Córsário), o já citado Paulinho da Viola ("silêncio por favor/ enquanto esqueço um pouco a dor do peito/ não diga nada sobre meus defeitos/eu não me lembro mais quem me deixou assim"), as canções românticas de Roberto Carlos das décadas de 60 e 70, Geraldo Vandré e, porque não dizer, Bruno e Marrone (é sério, os caras são intensos pra caralho, destoam das outras duplas "sertanejas" que produzem em série aquelas pobres, melosas e falsas canções de amor que me embrulham o estômago).
Bom, a essa altura, já deve ter gente aqui querendo me matar. Mas o que eu queria dizer é que, apesar de ver beleza nessas coisas, tenho o rock´n´roll como meu lugar. Até os 15 anos, me achava estranha, diferente daqueles que me rodeavam nas festas da família, no colégio, nos eventos que meu pai me obrigava a participar (incluindo procissões religiosas em volta da praça principal de Santo Antonio de Jesus). Foi então que uma fita cassete de Raul Seixas chegou as minhas mãos e eu, finalmente, parei de me sentir sozinha nessa estranheza e entendi porque a alegria vazia e superficial das pessoas me incomodava tanto. Percebi que havia outros como eu, com uma percepção mais consciente das coisas, que se negavam a agir como gado, repetindo padrões conservadores de comportamento e pensando segundo moldes impostos. A fitinha, emprestada por uma amiga japonesa que, pra desespero e indignação da sociedade santoantoniense, não era mais virgem e acampava sozinha com o maior "maconheiro" da cidade, abriu caminho para Beatles, Stones, Beach Boys, Janes Joplin,Birds,Creedence Clearwater Revival,Bob Dylan, Pink Floyd,The Velvet Underground,Neil Yong,Lou Reed, Queen,REM,Cowboy Junkies,10.000 maniacs,Teenage Fan Club, Wilco, Big Star, Radiohead, Muse, Jeff Buckley,Elliott Smith,Elvis Costello, Cocteau Twins, Sundays, Morphine, Cake,
Strokes, Arcade Fire, PJ Harvey, Jewel,Aimee Mann, Belle & Sebastian, Mutantes, Casa das Máquinas, Leno, Jean Mitchel Blues Band, Ira, Los Hermanos, Gram, Theatro de Séraphin.
Tudo isso aí acima (acho que sou ainda mais prolixa que Luedy) é pra dizer que todos são livres pra gostar do que quiserem, inclusive de rock e axé babá ao mesmo tempo, mas existe uma coisa chamada identidade rocker. Essa identidade permite o gosto por outros estilos que não tenham a ver com rock´n´roll (desde que essa afinidade seja minimamente coerente), mas deixa claro qual é a sua praia, seu abrigo, seu refúgio. Não vou entrar na questão dos regionalismos. Acho que ela já se estendeu demais por aqui e deve mesmo, concordo com Marcos, se concentrar na lista (Bahia Beach). Mas acho que toda essa discussão - apesar do mal estar causado pelas intromissões desagradáveis de algumas assombrações (Luiz Escaldas e Jesus Sangalo) e pela covardia, insensatez e burrice de alguns anônimos - fortaleceu ainda mais o vínculo entre os rockers desse blog, pois deixou claro o pensamento e o sentimento que nos une.

cebola disse...

Sils definils. E ponto final. Vamo em frente q acho q já deu por aqui. E olha q quase q mando também um coment enooooooooooooooooooooorme, mas deu preguiça, aquela coisa, meio baiana de ser...

silvana disse...

Galera, só retificando: Bahia BEAT e não beach. Foi mal:))))

Anônimo disse...

Silvana,

Prazer. Gostei de ver em seu texto a pluralidade de que tanto defendo (e que muitos tomam como uma atitude minha contrária ao rock). Achei massa você assumir aqui certas preferências musicais que, talvez tanto quanto o pagode, ou a axé etc, costumam ser tidas como coisas abjetas, ou ainda pior, como algo a ser combatido.
A minha discordância em relação ao que você escreveu é que eu realmente não acredito que há um inimigo lá fora, a espreita, que rouba “nosso espaço”, que nos sufoca, etc. A própria idéia de trincheira me parece tola. No fundo, é útil acreditar que há inimigos, é conveniente sentir-se entrincheirado. Simplifica as coisas, a responsabilidade por toda e qualquer dificuldade que podemos enfrentar é depositada num Outro, não tem nada a ver com a gente mesmo. [Não que eu não acredite que existam coisas pelas quais lutar. Mas a luta não deveria ser estabelecida, por princípio mesmo, com base em preconceito, exclusão, anti-relativismo e prepotência – aquela do tipo, “só o rock salva”].
E a trincheira, no final das contas, me parece frágil. Quantas bandas de rock aqui não gostariam de tocar no Festival de Verão? Sim, aquele festival organizado pelo mesmo pessoal que Rodrigues pôs ao meu lado – tv Bahia, penta-eventos, globo fm, etc. E eu até acho que, havendo a oportunidade, aquele espaço deve ser ocupado. Mas a questão não é essa – tocar ou não tocar. A questão é que me parece que o discurso da trincheira não resistiria ao apelo do Festival da tv bahia, ou seja, não seria coerente até o fim.
Por que não admitir, então, que estamos todos querendo as mesmas coisas – tocar, ter público, ter mercado consumidor, ter espaços para divulgar a música que gostamos?
Bom, para não me alongar mais, e em respeito a cebola, queria dizer que esta é a minha última contribuição ao CCR. Vou continuar visitando vocês, mas vou me manter quieto de agora em diante. Quem desejar se corresponder comigo, seja para me xingar, seja para trocar uma idéia, pode me encontrar na bahiabeat ou no eluedy @ ig.com.br.
Um grande abraço a todas e todos.
luedy

Anônimo disse...

luedy, de novo equivocado...aqui ninguém pensa em coisas tipo "só o rock salva"...velho, quem sabe não podemos um dia conversar melhor sobre música porque o que todos artistas querem é colocar seu trabalho na rua e ser ouvido pelo maioor número de pessoas possível e passar sua mensagem...agora, quando leio suas considerações sobre o que pretensamente pensamos, fico assustado de como vc passa longe do que interiorizo sobre música, política cultural, atitude, filosofia...nossa! essa de "só o rock salva" foi demais...de onde tirou isso, cara?que idadee pensa que nós temos?
Cláudio

Anônimo disse...

ok, claudio, fico contente que esteja equivocado em relação a vcs. Bem, eu tava partindo das considerações de miguel e de rodrigues para tecer minhas críticas. E já tô escrevendo quando disse que não ia mais escrever...
abs
luedy

silvana disse...

Luedy

As vezes, tenho a impressão de que você entende tudo torto ou finge não entender só pra estender a polêmica. No início, tive uma certa raiva de você. Depois passei a respeitar alguns de seus pontos de vista e até a admirar a sua capacidade de contra-argumentação. "O cara é resistente", pensei, várias vezes.

Mas, Luedy, está tão claro que nossos inimigos não são a TV Bahia, a Penta Eventos e a Globo FM em si, mas a forma como eles excluem o rock´n´roll de suas programações e dão as costas pra uma produção que, mesmo aos trancos e barrancos, já deu e dá cada vez mais provas de seu valor. Isso não é mania de perseguição. É fato! Como explicar que "Queda Livre" (do Cascadura) - uma das canções mais belas e perfeitas já feitas nesse planeta, capaz de comover o mais insensível dos mortais e de elevar sua alma pra estágios de sublime alegria - seja completamente desconhecida de 99,9% da população do nosso estado e do país? Não tem cabimento, mas, infelizmente, é verdade.

E é contra isso que lutamos, entende, agora? O rock é genuinamente underground e, no dia em que ele se tornar um fenômeno de massa ou cultura hegemônica, ele acaba. Deus nos livre, não queremos isso. Mas é justo que o rock que é feito na Bahia tenha o mínimo de espaço não só em reconhecimento à qualidade do trabalho que aqui é feito, mas até por generosidade a tantas e tantas almas que possuem identidade rocker sem nem saber, pois o monopólio do axé babá cria um invólucro tal impermeável que as impossibilita de enxergar além e, principalmente, de enxergar o que há de melhor dentro delas mesmas (e isso é perigoso pro sistema, não é mesmo?). Claro que queríamos ocupar espaços nas rádios de grande audiência e também tocar no Festival de Verão, mas não vamos ficar esperando por isso. A ClashCityRadio é só um começo!

Prazer também. Esqueci de citar Jessé, Gonzaguinha e Fagner no post anterior. Um abraço!

Anônimo disse...

olha luedy, não acho que vc deveria parar de escrever não porque vc enriqueceu muito o papo aqui e jogou muito limpo...não temos culpa se anônimos não curtem o debate aberto e preferem degladiar nas trevas...não fecho com suas posições na totalidade, mas acho que elas são sinceras e seguem uma linha de pensamento fundamentado...agora, sobre música respeito a opinião de todos, mas não vou concordar para criar clima de confraria...pode ser quem for que o atrito dialético de idéias come solto...vamos em frente
Cláudio

marciorocks disse...

Tá bom, estou entrando meio atrasado nessa celeuma toda, mas Luedy, não carece de deixar de comentar nada não cara, que o debate de idéias sempre é bem vindo.
Posto isso, e correndo o risco de também ser prolixo, TENTAREI acender uma luz no fim do túnel para que você compreenda o que Miguel quis dizer, PELO MENOS no tocante ao "Rock é Rock mesmo". (Conversamos dias após a publicação do post "Rocknrollfuckitall", discordei também de alguns pontos, mas no fim o sol voltou a brilhar e entendi claramente). Talvez se ele tivesse sido mais direto... Vou tentar adotar um ponto de vista mais apropriado:
É fato, é óbvio, é notório, todo mundo sabe que Rock'n'Roll não existia antes do Blues, Bluegrass, Country & Western, canções de trabalho dos negros escravizados, oscambáu, certo? (Que biduzão!). PORTANTO, NÃO se pode questionar, também é óbvio, "por quê o Rock pôde usar elementos estilísticos regionais (NORTE-AMERICANOS) presentes na música de raíz então vigente em partes dos EUA e por quê que aqui não poderia o mesmo". É simples: Ele(o Rock) surgiu, foi gerado, parido justamente pela confluência daqueles rítmos para algo NOVO, ORIGINAL, que aconteceu uma vez só, que se encerra em si mesmo, ou seja, teve pai e mãe(vários deles, é verdade, mas ainda assim o rebento é único e revolucionário). "O Blues teve um filho, e o chamou de Rock'n'Roll". O que Miguel quis expôr, se estou certo, é que existe muita gente por aí que, no máximo, cria CLONES imperfeitos do Rock, utilizando células alheias e diversas e tentam fazer disso um "novo produto rock", de valor meramente super-mercadista, pretencioso, porém, já desvalorizado. Acredite, Raul nunca fez isso! Foi só uso de pitadas de outros elementos e em ALGUMAS composições, esse não era o mote do trabalho dele(só pra ficar no exemplo maior de Rock Brasillis). Então, penso que o problema NÃO É as pessoas misturarem este ou aquele ritmo diferente. Agora, que chamem o produto final de qualquer outra coisa, sacou? SIM, nomenclatura É importante, separar jôio de trigo também... Datsuns fazem Rock de qualidade, são Neo-Zelandeses, mas não misturam percussão Aborígene; Hellacopters são Suecos mas não têm música folclórica no meio, e por aí vai... mas nada contra, se fizessem isso entende? O viés é que seria outro.
No mais, opinião minha, cai fora desse negócio de "Agonia do Samba", pois o que eles conseguem é justamente "Agonizar o Samba", coitado...
Por fim, acho que Silvana definiu a situação muito bem aí em cima.
Consegui???
Fico por aqui.
Abração, Luedy.

Anônimo disse...

Ok, ok, silvana, claudio, marciorocks, tô por aqui. E agradeço a consideração. Quando falei que nao ia mais escrever foi porque nao queria ficar me repetindo e enchendo a paciencia de vcs. Tem tb a ver com a história de que isso aqui é uma trincheira e que a minha atitude anti anti-relativismo estaria deslocada, sem proposito etc. Entendo que vcs questionem o meu entendimento tb, entendo a questão "política", mas não me alinho com ela. Defendo a legitimidade do harmonia do samba tanto quanto a do Bruno e Marrone. Ao mesmo tempo sei que muito do radicalismo e da afirmação aqui depende da negação de outros gêneros. É nenhuma. Vou continuar lendo os textos do blog e os comments de vcs.
luedy

ps. eu fico me queixando de vcs as vezes injustamente. Yara escreveu um texto bem legal sobre Itamar Assunção.

Anônimo disse...

não luedy, não acredito na postura de negação de outros gêneros, acho, por exemplo, que o tal do harmonia que você citou deve ser um legítimo representante musical do bairro deles, dentro da história de vida deles lá, (isso não quer dizer que artisticamente eles cheguem nem perto ano-luz de um Riachão, Ederaldo Gentil, Walmir Lima, Batatinha, Panela e outros verdadeiros talentos do samba da Bahia...a luta é pela possibilidade de um maior acesso das pessoas à diversidade cultural, sem precisar de proteção do estado, coisa tipo patrimônio cultural...o problema é que os esquemas de hegemonização no mercado (existentes dentro do prórpio rock brazuca) imperam e podam a liberdade sensorial-musical da população (estamos pagando caro por isso)...acredito que, por exemplo, se muitos (de qualquer classe social) ouvirem nas emissoras de rádio am e fm as músicas do último cd do cascadura vão gostar e a banda poderia vender 100 mil cópias fácil, mas isso não depende só do talento deles...tem de furar bloqueios da "lógica de tubarão do lucro fácil e rápido" existente também dentro do próprio segmento de rock...o lance é a sublevação cultural tornar possível, em doses gradativas que seja, a lógica de se ganhar dinheiro com produtos de qualidade e as pessoas escaparem do obscurantismo cultural que empurra o lixo cultural daqui e de fora
Cláudio

cebola disse...

Luedy,

A chama que se acendeu neste atrito de alto teor ilumina longe, meus amigos, este blog bota prá fuder, não? Resolvir pitacar também. Só pra deixar claro que, sim, existe o chamado rock tipo rock mesmo, luedy, é aquele bastardo surgido a mais de 50 anos e que se transformou, mas possui uma linguagem, um vocabulário, uma essência perene, e que é identifiável ao longo de seu curso longo e cheio de sobressaltos. Vieram elementos exógenos ( viu, tb sei falar bonito!)diversos utilizados aqui e alí as vezes com maestria, mas muuuitas vezes com oportunismo barato, arrogancia ou mediocridade mesmo. Acho que é disto que Miguel tava falando. Beatles usaram elementos da índia na sua música, mas nem por isso pretenderam dizer que faziam rock indiano. Os elementos são como afluentes,´pequenos desvios, lagunas isoladas ou pântanos fétidos. O GRANDE RIO ROCK é caudaloso, cheio de cachoeiras, e percursos misteriosos, mas está lá, sim. Tem muitos que o preferem, o amam, bebe de suas águas e se satisfazem, eu sou um destes, é só isso. No mais, apareça amanhã no miss modular que tem rock do bom cerveja a rodo. Keep on Rockin´.

Raul Seixas disse...

"Há muito percebi que
Genival Lacerda tem a ver
com Elvis e com Jerry
Lee (Elvis e Jerry Lee)".

Anônimo disse...

e... há muito tempo atrás, na velha bahia, bosta-nova prá universotário gente fina e intelectual, oxalá oxum dendê oxóssi de não sei o quê, ohhh rock´n´roll...
raul seixas, de novo

Raul Seixas disse...

"É sempre mais facil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
coragem, coragem".

osvaldo disse...

Este Raul foi psicografado por Rhallah Ricota.Não velhinho,a intenção é outra.Raul enxergou rock na atitude de Genival quando ele transgride de alguma forma as regras estabelecidas.E Luedy, quer dizer que o rock é que é excludente e reacionario? Na Bahia??!!??Que papo é esse? É ao contrario, o rock é que é excluido dos grandes eventos que rolam na Bahia, inclusive de forma explicita(existem varios e varios casos) pela politica cultural do estado e do municipio.E o rock é excluido não pelo ritmo em si, mas pelo o que ele representa, um grande não a esta macumba pra turista que esta mistureba baionocêntrica e monopolista representa.Entenda que ninguem aqui é contra os "regionalismos" per se, mas pelo o que ele representa no contexto em que vivemos.Me parece que você anda desatualizado do contexto do rock (local e mundial) atualmente.O Clash e Rock Loco acompanha sempre o que está acontecendo, na mudança e nos questinamentos que rock faz atualmente, tanto que há muito tempo que a definição do que é rock vai alem dos três acordes originais, ao contrario existe no Brasil e no mundo uma explosão de propostas musicais, tendo o rock como sua referencia principal.Por que seria então? Por que o rock na sua essencia na sua origem e no seu significado histico traz o questionamento do status quo, que possibilita sua adaptação as contradições( as suas inclusive) dos tempos modernos através da sua constante mutação.Como costuma dizer Pitty não somos contra nada, somos contra a falta de opção.

Anônimo disse...

LUEDY É UM AGENTE DA POLITICA CULTURAL DO AXÉ

marciorocks disse...

Pô Luedy, dá a impressão que vc nem me deu o prazer de ter lido o meu coment que, longe de ser definitivo, pelo menos tentou elucidar parte do "mistério", mas Cebola meio-que-retornou ao assunto e Osvaldo aprofundou. Diga agora sua impressão depois destes últimos. Assim não é possível...

Anônimo disse...

isso de ir contra o status quo é o cerne da questão do rock...lá no fundo...sempre achei isso
Cláudio

Anônimo disse...

Marciorocks,
Eu tô lendo tudo, sim. Li com atenção o que vc escreveu. Agradeço a consideração e o tempo dedicado às minhas questões. Teria muito a comentar, mas eu preciso dar um tempo, não só para não ficar me repetindo, mas tb para não encher o saco de vcs.
luedy

Anônimo disse...

Só para esclarecer: "encher o saco" não porque eu me ache assim tão porreta, era mais porque eu já tô me repetindo mesmo.
luedy

marciorocks disse...

OK, ok, relaxe, man, peguei no seu pé, mas é nenhuma. Aparece lá no Miss Modular amanhã(sábado) pra gente quebrar o pau(ops, no bom sentido)sobre o que for.
Abç.